quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

20:31

Se as horas não passassem tão lentamente talvez eu conseguisse respirar.
Se o tempo fosse algo que não tivesse realidade comprovada, hoje, eu estaria feliz.
20:31 Talvez não seja tarde da madrugada, talvez eu não seja como as outras pessoas que esperam a madrugada vir para ter a coragem que vem com o embriagar da sonolência, para dizer suas palavras presas na garganta, entranhadas na carne. São exatamente 20:31, e eu sinto essa coragem me encher e me deixar tonta, palavras vem sem parar, indomadas, saindo da minha boca amargamente, preenchendo o papel involuntariamente. Sem tempo, sem horas, só. Olhando pra fora pela janela do meu quarto.

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