Ela tinha olhos grandes e cinzas, sorrisos forçados e cabelos ao vento. Um dia sorriu fácil, deixou ser seu porto seu barco, se perdeu no meio daquele embalo com tantas mascaras que disfarçavam os sorrisos imunes ao olhar do garoto de cabelos confusos e olhos parados. Ela tinha pernas que andavam por dias, e um gracejo que ganhava até mesmo as gurias, tinha aquele olhar que te manteria no topo a colina ou embaixo do viaduto sem nada, a ansia de ser tudo com o nada incrustado na pele morena. Ela tinha no peito o poder gravado, na memoria o nada era seu aliado, podia ser confusa mais tinha a seus pés, fogo e agua. Era como dias sem sol, agua sem barreiras. Era um tudo em meio aos destroços de um carnaval desgraçado, sem foco sem altos. Só o chão cheio de lembranças de uma festa que não houve, ela era festa e naquele dia não se deixou passar.
Ela que te leva.
Por: Kimbaall e Thiago.
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