sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Desamor. Amor. Sem amor. Só dor. Amor.




   Hey, eu estive pensando em como será a sua vida daqui em diante, quantas vezes você vai lembrar-se de mim durante o dia, durante a noite talvez nem pense tanto, não exijo isso. Eu queria poder dizer que iria aonde você for, que sorrirei sempre que você sorrir, mais isso não é possível, não hoje, não agora. Enfim, eu só queria saber quem vai estar por você quando anoitecer e você surtar sobre as sombras no teu quarto, sombras de memórias que ainda estão na tua cama, no teu corpo, no teu porta retrato em cima do criado mudo.
  Se você quisesse, eu te levava comigo, te levava pra uma cidadezinha distante, pra gente morar numa casinha pequena e ter uns dois filhos, que a gente ia cuidar do nosso jeito. Mas você não quer, e essa tua falta de amor tá me deixando doente, tá me deixando no fundo do poço e eu to caindo cada vez mais.
  To pegando as malas, deixando meu amor de lado e pensando mais em mim do que em ti, desculpa, eu sei que você considera isso uma covardia, fuga, to te deixando e nem me despedi direito. Deixa quieto, um dia eu volto, vai depender do teu bem querer, se você sorrir quando pensar em mim, daqui a um ano ou dois, você vai saber se me ama realmente ou não. Aí é só me ligar, diz que sente falta que eu volto correndo, dou adeus ao amor próprio e me jogo no sofá da tua casa pra gente planejar o futuro. Aquele com uma casinha pequena, dois filhos lindos e um amor de dar inveja.


Thiago e Annie.
Um dia desses qualquer.
Duas doses de vida e uma de felicidade, gratos.

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