quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ilusão

Chamava-se Ilusão, me seguia por toda parte e não me largava um segundo sequer durante os dias em que saia ao encontro do amor e da alegria. Não era de todo ruim, me fazia estar viva e me omitia detalhes sem vida que me fariam temer andar a procura do que tanto queria, iludia-me todos os dias e me fazia querer sentir tudo outra vez, sussurrava aos meus ouvidos “ Dessa vez será diferente, só confie em mim. Prometo!” e eu como jovem que era acreditava, inundava-me com mentiras e a ilusão crescente que me acompanhava sempre. Desmoronei novamente e enquanto caia vi que a ilusão, tão maldita como era sorria pelo canto dos lábios enquanto me estendia às mãos com um pedido mudo para que eu as pegasse e me levantasse com sua ajuda. Neguei-me, não precisava dela e não a aceitaria outra vez decidi-me que viveria sem está tão bela e maldita senhora enquanto respirasse, tremi dos pés a cabeça enquanto me encolhia no chão escuro e empurrava as mãos que me eram oferecidas. Se precisasse ficaria aqui eternamente, sem as tão desejadas ilusões e com as tão odiadas dores que me sufocavam o peito. E dormia, por que finalmente não pretendia lembrar.

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