quinta-feira, 25 de outubro de 2012


   

   Acordada, sentada em uma poltrona no canto da sala, talvez seja tarde e eu tenha apenas uma meia hora mal dormida. Em um daqueles momentos em que a gente senta quieta e procura entender todas as duvidas mundiais, em um daqueles dias que você tira pra se perguntar todas as razões pra todas as ações que já cometeu. 
    Não é como se realmente todo esse questionamento idiota fosse te trazer as respostas que tu demorou uma vida inteira pra descobrir que não existiam. Eles não trazem, você pensa, pensa e pensa e nunca sai do lugar, nunca encontra resposta alguma, porém , não cansa de procurar. Porque isso é bem típico da raça humana. Procurar resposta mesmo sabendo que nunca vai encontrar, porque é do nosso feitio querer algo que nunca vai conseguir. Sei lá, a gente gosta do que não vai conseguir, ou simplesmente gostamos da ideia de não conseguirmos algo, tipo as respostas que a gente insiste em procurar.
     Fechei os olhos de novo, esperando que o sono viesse pelo menos fazer uma visita rápida mas desisti no mesmo instante em que lembrei que mesmo dormindo, não me livro das minhas perguntas ou dos meus medos. Procurei um relógio pra descobrir as horas e mesmo com toda a minha suplica pra que já passasse das cinco, o relógio na parede da sala ainda apontava me dizendo silenciosamente que não passavam nem das duas e que a madrugada inteira ainda me esperava. Respirei fundo, afundei um pouco mais na poltrona, liguei a TV e fiz de conta que prestava atenção a programação que eu nem mesmo me dignei a saber do que se tratava, uma xícara de café ao lado da poltrona e o controle remoto nas mãos, quando eu acordasse da minha outra sessão de auto questionamento, talvez, só talvez, já fosse dia e eu  pudesse dormir até o fim da tarde.
    

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